09 de abril, quarta-feira
Já perdi a conta de quantas vezes fui a São Paulo. Só neste vôo que vai por Natal, é a terceira vez. Ao embarcarmos no avião da AA é aquela festa. A maioria são brasileiros e aí já viu. A viagem ser de noite ajuda muito. Você entra, janta e dorme. Seria lindo se fosse assim. Eu estava com meu notebook com bateria cheia e MP4 carregado. Após a janta, um filme piegas é anunciado e vi que ia tentar dormir mesmo. Ah! Meus companheiros de vôo foram o professor André Luiz e o Rodrigo Immaginario. O Rodrigo deu boas dicas de New York a mim e ao professor, marinheiros de primeira viagem na cidade que nunca dorme.
Lá pelas tantas, muita gente dormindo e eu nada. Pego o MP4 e começo a passar algumas músicas. Ouvia uma e passava três. Decidi ir apagando as músicas que achava que não ia escutar de jeito nenhum e na 2a música em que eu apaguei descobri que a opção "Delete all" não funcionava apenas para a pasta aonde estava o arquivo. Estou até agora com meu MP4 totalmente limpo.
Ok, ok… isso era sinal de sono vindo e cochilei.
10 de abril, quinta-feira
Amanhecemos em Dallas, em um dos aeroportos mais movimentados do mundo. Na verdade ele é o segundo maior dos Estados Unidos e o terceiro maior do mundo. Um metrô de superfície liga os portões.
Tínhamos algumas horas para esperar e fomos em busca de algo para comer.
Parada básica no Mc Donalds, já que lá tem um cardápio para café da manhã. O que eu queria mesmo era matar a saudade do Orange Chicken, que eu até preparei no Brasil após o Summit de 2007.
Após comer o Mc, eis que vejo alguma movimentação no restaurante chinês que minutos atrás estava fechado.
Não resisiti.
A foto aqui ao lado mostra um flagrante do Rover Marinho ao prato desejado, ainda com sobras do Mc Donalds na mesa.
Após um duplo e reforçado café da manhã, fomos esperar a hora do embarque.
Alguns aproveitaram para navegar e buscar hotéis em New York. Eu mesmo não sabia onde iria ficar. Me reuni ao Álvaro Rezende e ao professor André Luiz para buscar algo.
Vejam a brazucada em peso no aeroporto na foto ao lado.
Além dos MVPs, Luciano Palma e Danielzinho, da Microsoft se juntaram ao time.
Apesar de discutirmos muito sobre hotel em New York, nada foi decidido. Conversamos um pouco sobre a situação da VAN 2, que deveria ficar formada por mim e Rover Marinho, Álvaro Rezende, Adriano Martin, Rodrigo Rodrigues, professor André Luiz e Dennes Torres. Um time bem distribuído
Alguns podem pensar que o segundo vôo (de 5 horas) não seria nada perto das 10 horas do primeiro vôo. Errado.
Este segundo é de dia e você já está meio que stressado do primeiro. Você deixa o relógio em cronômetro regressivo, contando cada minuto, torcendo para que ele acabe logo.
O bom é que o vôo para as bandas de Seattle rende ótimas paisagens. Por ser uma região montanhosa, você vê muita neve.
Pousamos alegres em Seattle. Fomos às malas e depois procurar o carro alugado. Fizemos uma pesquisa lá na hora e decidimos manter o grupo de 7 pessoas, com o Álvaro e o Rover dividindo a direção. Primeiro motivo de piada da viagem: o Álvaro não podia dirigir carro alugado por ter menos de 25 anos de idade.
Alugamos uma SUV Toyota Sienna vermelha. Como não combinamos em guardar segredo sobre o fato, confesso que ficamos quase meia hora mexendo no carro até conseguir… abrir o porta-malas! Deu pra sentir que muita coisa viria pela frente, né?
Para não desfalcar totalmente o nosso ex-quase-piloto, o Álvaro foi eleito como navegador do nosso GPS. Mal sabia ele o rabo em que estava se metendo.
Acertamos todos fazer check-ins em seus respectivos hotéis e depois iríamos sair. Dennes, Rover e Adriano estavam bem próximos ao aeroporto, no Days Inn, enquanto que o professor André e o Rodrigo estavam no Ramada e eu e o Álvaro estávamos no Comfort.
Após dar algumas (muitas) voltas para poder se entender com o GPS, chegamos ao Days Inn. Dennes, Rover e Adriano tiveram alguns contra-tempos por o hotel não ter dado o que tinham oferecido na reserva, mas nada como uma discussão presencial para resolver o assunto. De lá fomos ao Ramada, já no centro de Seattle. Rodrigo e André fazem seu check-in e depois foi a vez do Álvaro e eu. Agora era guerra: compras! Primeira parada combinada: Best Buy!
A Best Buy escolhida ficava no condado de Tukwila, em uma espécia de conjunto de shopping centers. Toys R’Us, Ross, Victoria’s Secret, Michaels e demais lojas também estavam por lá (em algum lugar, o troço é grande demais).
Fizemos uma visita de reconhecimento na Best Buy, nos encantamos com os preços, mas o que estava incomodando mesmo era a fome. Mal humor já estava rolando e decidimos comer algo.
Ali perto tinha uma churrascaria chamada "Famous Daves". Fomos lá e decidimos pedir um "All American BBQ Feast" e eu ainda pedi mais 24 asas de frango. Foi suficiente. O prato era enorme e deu para todos nós comermos bem, sem gastar uma fortuna. Posso dizer que meu "trauma" de churrasco americano foi esquecido, já que não tinha tido uma boa experiência no ano passado em Charlotte, com uma carne sem sabor, onde você tinha uma coleção de molh
os para poder dar sabor em sua carne.
Ah! Passamos antes de comer na Ross, uma loja de roupas dos EUA. Algo estilo C&A de lá. Bons preços e marcas conhecidas. Pessoas confortáveis como eu, Rover e professor André achamos facilmente roupas para nosso tamanho lá a 1/10 do preço do Brasil.
Os hotéis estavam distantes e não podíamos relaxar com o relógio.
Decidimos ir dormir. Na manhã seguinte iríamos para o Seattle Premium Outlet. E como o lugar é longe (em Tulalip, ao lado de Seattle), o dia prometia.
No hotel, eu e o Álvaro trocamos idéias com o Luciano, que tinha ficado em outra VAN.
11 de abril, sexta-feira
Waffle e muffins no café da manhã. Fiquei fora dos ovos e bacon, normais para o país.
O carro havia ficado com o pessoal do Days Inn. Havíamos combinado um horário que definitivamente não foi cumprido. Daí começaram alguns rumores internos
Coisas normais para atividades em grupo.
O outlet é como um grande centro de lojas de fábrica. O Seattle Premium Outlet é MUITO BOM. Lembro bem que chegamos lá 10:20 da manhã e o lugar abria 10:00.
Saímos de lá bem tarde. Algo em torno de 19:00. O porta-malas da Van ficou pequeno. Coisas tiveram que ir no colo.
No próprio outlet almoçamos e fomos várias vezes no carro deixar as coisas.
O dia ainda não havia acabado e decidimos ir atrás de algumas encomendas das esposas: Victoria’s Secret!
Corremos para o centro de compras de Tukwila e localizamos a Victoria’s Secret. Estavam a 30 minutos de fechar a loja.
Eu tinha uma lista pronta de coisas para levar ao Brasil e para mim seria rápido. Uma parte do grupo foi para a Apple Store que ficava um pouco mais adiante no mesmo corredor.
A cena era hilária. Seis marmanjos todos com grandes sacolas rosa da VS.
Ao caminho do banheiro um de nós ainda foi… chamado por um ser de sexo duvidoso. Hilário demais.
Eram 10 da noite e o almoço do outlet já tinha virado pó (ok, eu não iria escrever o que você pensou). Hora de procurar comida.
Deixamos as sacolas do pessoal do Days Inn no hotel e decidimos que o carro iria ficar comigo e com o Álvaro no Comfort. O combinado era de irmos à Frys no sábado. Eram umas 23:00. Não sabíamos onde ir comer e quando decidíamos, nunca dava certo. Tentamos vários locais. O mal humor imperava entre nós.
Paramos em uma lanchonete de posto de gasolina, bem próxima ao Days Inn. Não me recordo o nome do lugar e nem vou fazer esforço para tal. Ao entrarmos, vemos uma fita isolando a área do restaurante e uma seta apontando para os fundos. Nem pensamos. Fomos lá. Chegamos a um lugar onde cheirava a pipoca e cerveja. Uns sujeitos meio… estranhos "ocupavam" o local.
Estranho seria elogio depois de ver o que surge ao meu lado. Um senhora (carinhosamente chamada por nós de Mummra, inimigo dos Thundercats) nos recebe com um ar meio assustado informando que naquele horário ela estava com o cardápio limitado. E ela começa a falar tudo o que ela poderia nos servir. E ela falou um monte de pratos. Mas não dava para prestar atenção no que ela falava. Ela era MUITO estranha. Quando ela parou de falar, só lembro de perguntar… "Estes pratos todos que a senhora disse… estão no cardápio?" – "Não. Estão na minha mente". Foi o suficiente para que virássemos as costas e quase corrermos de lá. Deu pra escutar ela dizer que se quiséssemos comer, poderíamos seguir 2 sinais na rua principal que acharíamos um restaurante que servia comida àquela hora. Definitivamente não tínhamos nada a perder.
O mal humor imperava entre nós. Errávamos o caminho porque já estávamos cansados e discutindo. Até encontramos o tal restaurante. O nome, se não me engano, era "15 Cents".
Fomos muito bem recebidos. O lugar era chiquérrimo e isso não podia dar em outra: caro. Mas naquela altura do campeonato, caro era ficar sem comer. Lugar meio escuro, cozinha chique, música ao vivo com (aparentemente) um famoso pianista da região que estava anunciando seus próximos shows.
Não era fome. A comida estava MESMO muito boa. Pelo menos a maioria elogiou muito. Fomos embora. Na manhã seguinte teríamos um grande "desafio": Frys
No Comfort, tínhamos uma vaga de garagem à nossa disposição, o que nos deixou tranquilos com o carro. Hora de dormir.
12 de abril, sábado Calor. Taí uma coisa que eu pensei que não fosse sentir em Seattle. O dia estava quente. O sol resolveu dar uma trégua na cidade onde chove 300 dias por ano.
Após mais algumas perdidas do GPS, eu e o Álvaro pegamos o pessoal e fomos à Frys.
Nem sempre a Frys tem o melhor preço, mas ela tem uma variedade grande e umas promoções malucas. Cheguei a comprar um roteador wireless por menos de 20 dólares.
Como já tínhamos noção de preços da Best Buy, compramos algumas coisas na Frys e deixamos outras para a Best Buy. De lá deixamos o Dennes no hotel e rumamos para a região da Best. Como já tínhamos passados mal bocados por conta de fome, decidimos comer assim que possível. Por sugestão do Rodrigo, fomos ao Applebee’s (o link brasileiro foi de propósito. Recomendo).
Outro estrago gastronômico. Comemos muito bem e fomos bem atendidos. Esqueçam todas as vezes que comentei que se comia mal nos Estados Unidos. Eu que não sabia onde comer.
De lá demos uma volta pelos lojas do complexo, vendo roupas e brinquedos. Eu fui na Toys R’Us e alguns foram em uma loja de material de RPG, o
nde puderam vem alguns jogadores em ação e muito material à disposição.
O tempo de compras e diversão estava acabando. Como todos optamos por dividir o quarto do evento da Microsoft com alguém, ganhávamos o direito da noite de domingo nos hotéis pagos pela Microsoft. E o hotel escolhido pela maioria brasileira foi novamente o Westin.
A noite de sábado seria de arrumação de malas. Todos estavam praticamente com o dobro de bagagem que haviam vindo. Domingo era dia de mudar de hotel, pegar as credenciais do evento e noite livre. A maioria iria para o jogo de basquete. Eu não.
13 de abril, domingo
No domingo, como combinado, fizemos o check-out. Novos atrasos. Maiores. Alguns desentendimentos durante o pagamento de contas. Estava na cota de tolerância.
Fizemos check-in do Westin e fomos abastecer para devolver o carro no centro mesmo. Contas corretas para ninguém pagar a mais no carro e combustível, apesar de ainda ter gente pendente. O local de entrega do carro era próximo ao evento e decidimos ir ao Centro de Convenções, mas ao chegarmos vimos que estávamos uma hora adiantados e decidimos comer algo.
Fomos andar em Downtown. Descobrimos uma Ross próximo ao hotel e fizemos um lanche no Seattle’s Best Coffee.
Fizemos o registro do evento e fomos ao hotel. Eu aproveitei para arrumar as coisas e ler um pouco (finalmente) meus e-mais e checar como estavam as coisas.
O pessoal foi para o jogo de basquete (por sinal um espetáculo. Basta checar as fotos e vídeos que os MVPs estão disponibilizando), mas eu deicidi convidar o professor André Luiz para dar uma caminhada por Downtown de noite. Nos divertimos com as coisas que encontramos em uma farmácia e lanchamos em um Subway. Foi uma aula de Inglês entender o que o atendente com uma p*rra de piercing na boca falava. Na segunda começa o evento.
E eu vou dormir. Amanhã eu continuo com o relato dos acontecimentos do evento!
Aceito comentários com mais detalhes
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Categoria(s): MVP Global Summit

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