Bem, esse post está a quase meio ano salvo no Windows Live Writer apenas aguardando as fotos do Rover, já que eu não sou muito fã de fotos e máquinas fotográficas.
Segue o post:
Antes do diário, esclarecimentos: Para este MVP Summit, uma grande parte dos MVPs brasileiros se uniram e compraram a passagem em grupo. Algo em torno de 25 a 30 pessoas. Isso fez com que tivéssemos alguns benefícios e dentre eles, uma parada de 2 dias em New York.
Na correria que foi em Seattle, apenas agendamos o hostel (albergue) um dia antes da viagem. Em NY também foi uma correria, mas nossos compromissos eram bem diferentes. Erámos reais turistas. Ninguém no grupo em que eu estava conhecia New York, nem mesmo o dono de um guia de NY, pois nem abriu a p*rra do livro em Seattle.
18 de abril, sexta-feira
O alarme tocou 04:00. As malas estavam prontas. Foi só o banho final e descemos para o checkout. Como prática do hotel, eles tinham gerado uma conta e deixado no apartamento de madrugada. Vi que estavam cobrando uma diária, o que pela nossa confirmação da Microsoft, seria incorreto. Começamos bem o dia.
Fomos à recepção e apresentei a documentação da Microsoft, informando as diárias que estavam cobertas. A diária foi retirada e apenas a conta de telefone foi cobrada.
Outro grupo havia solicitado uma van para lhes levar ao aeroporto. Gostei da idéia e sugeri ao grupo em que eu estava. Toparam. Vou até o atendente do hotel e agendo uma van. Antes havíamos pensado em ir de ônibus, já que ele dificilmente atrasa, mas pelo valor da van, a diferença seria pouca.
A van do outro grupo atrasou e o clima esquentou. Chegou com atraso. Tivemos medo da nossa, que também atrasou, mas nada grave. O cara que estava dirigindo foi do hotel até o aeroporto falando ao celular. A única bronca no check-in foi a minha mala. Ela estava com 30,5 e o limite de bilhetes emitidos no Brasil era 32. Passei raspando mesmo. A atendente ainda quis encrencar, mas nada como estar respaldado (atenção: viagens internacionais com destino/origem sendo o Brasil, as companhias aéreas tem regras diferencias com relação à bagagem, ok?)…
Bilhete impresso, malas despachadas, fomos ao embarque. Aquela estória de tira sapato, casaco, raio-x. Problema: minha mochila. Segundo o oficial, tinha muitos eletrônicos e eles precisaram abrir para revistar. Eu não fiquei olhando para não deixar os caras mais nervosos, mas creio que eles nem olharam direito por causa de tantos fios
Alguns ainda conseguiram chegar até a lanchonete e tomar ou comer algo. Eu nem água tomei. O vôo teria uma duração de 5 horas. Sairíamos 07:45 de Seattle e por causa do fuso chegaríamos 16:00 em NY. Loucura, né?
Eu havia esquecido que em vôos domésticos nos EUA eles só servem bebida. Lanches e bebidas alcóolicas são pagos. Eu aproveitei que tinha baixado alguns vídeos no hotel e fui vendo no avião. Acabaram os vídeos, a bateria, as músicas do player e a viagem não acabava.
Chegamos em NY!! Os brasileiros estavam todos no mesmo avião, mas se dispersaram no aeroporto. O grupo em que eu estava discutiu (bastante) como iríamos ao hostel e decidimos alugar um carro. Eu ligo para o hostel para saber da situação e o atendente disse que a nossa reserva nem constava no sistema, mas que poderíamos se dirigir ao local que eles iriam resolver isso.
Eu mal havia bebido água aquele dia (dane-se essa estória de fuso), eram 17h e precisávamos chegar ao hostel, deixar as malas e comer algo.
Verificamos os preços dos carros e escolhemos um Jeep (categoria mini-van). Fomos com malas até o pescoço e o GPS era um pouco mais sofisticado. Ele falava o nome das ruas que tínhamos que ir.
Descobrimos o quanto o aeroporto estava longe de onde iríamos ficar hospedados. Para quem conhece, o hostel fica cerca de 20 quadras ao norte do Central Park, em Harlem.
Conhecem Harlem? Bairro afro-descendente. Acho que você ganha algum prêmio se ver alguém claro lá. Ok, sem bronca, estou brincando. Ou quase.
A imagem que eu tinha de hostel era a do ano passado, onde eu e outros MVPs ficamos nos dias anteriores ao Summit. Esse hostel de NY era "uma estrela a menos", mas nada que nos deixasse preocupados.
Esclareci a situação com o atendente: queríamos um quarto só para nós. Para isso pagaríamos por todas as camas do quarto e ficaríamos com exclusividade. Antes de entregar o dinheiro, pedi para ver o quarto. 51W. "Esse 5 significa 5o andar?" – "Sim". Eu e o Rover fomos ver o quarto. Os outros estavam no carro. Eu subi da recepção ao quarto em um ataque de risos.
Por que os risos? Sem elevador. Escadas antigas. Você não tem noção das malas. As escadas rangiam muito quando subíamos. Tínhamos que revezar quem estava na escada com medo que ela desabasse.
Malas no quarto. Descansamos um pouco e fomos procurar algo para comer. Era cerca de dez da noite e nós estávamos em busca da primeira refeição do dia. Sabe onde paramos? Burguer King!
Depois de comermos, resolvemos dar uma volta de carro. Onde ir à noite em NY? Times Square!!
O lugar é incrível. Luzes e pessoas por todos os lados. Não é à toa que o local sempre aparece quando é filmado em New York.
Confirmamos que o trânsito lá é tão ruim quanto imaginávamos, mas combinamos de nem lembrar do carro de dia. Sairíamos só de noite com ele. Procuramos muito onde estacionar, mas sempre tinha um hidrante ou era zona probida. Resolvemos desembolsar alguns dólares e deixar em um estacionamento.
Era ao lado do teatro onde é filmado o Late Show, do David Letterman, que eu adoro!
A quantidade de brasileiros no local era impressionante. Se ficássemos parados poderíamos contar no máximo 2 minutos sem ver alguém falando português. Uma garota chegou a esbarrar no Rover e pedir desculpas em português! Estávamos controlando o tempo porque o estacionamento era caro (estamos falando do metro quadrado mais caro do mundo, certo?).
Depois de Times Square ainda fomos em busca da estátua da liberdade, passamos em frente ao Madison Square Garden, Empire State, alguns museus que sempre aparecem em filmes e tudo mais. Voltamos ao hostel cerca de 2:30.
Estávamos quebrados. Subimos ao quarto alguns desmaiaram de sono. Eu desci para pedir toalhas e conectar a Internet. Mandei um e-mail para a esposa dando sinal de vida e fui tomar um banho e dormir.
Sorte estarmos bem cansados. Imagine 5 marmanjos roncando…
19 de abril, sábado
Apesar de termos combinado acordar cedo, o corpo não respondia. Os outros foram tomar banho e se arrumar. Estávamos tentando traçar uma rota. Iríamos nos aventurar no metrô. Sacamos dinheiro em um ATM, tomamos café em um Dunking Donuts e fomos ao metrô. Optamos pelo ticket de 7 dólares pelo dia.
A primeira parada era unânime. World trade Center. Ou qualquer coisa como você quiser chamar. O fato é que nós havíamos passado de noite lá, vimos que era grande, mas quando chegamos lá de manhã, a sensação foi impactante. O local todo compõe um cenário de destruição. Prédios gigantescos e lindos. E um buraco no meio. A imaginação voa longe quando você lembra das imagens e documentários que passaram em todo o mundo. Muita gente no local. Fotografando, filmando. De lá, fomos atrás da Estátua da Liberdade. Chegamos à baía, mas estávamos com dificuldades em saber onde pegar o barco do passeio. Resolvemos perguntar a um gringo e vimos que estávamos um pouco longe do local certo. Fomos caminhar.
Passamos por uma bela praça e não resisitimos em provar o hot dog de um grego. Conversamos um bocado com ele
Caminhando, chegamos à praça de onde sai o ferry boat para a Estátua da Liberdade. Esqueça todas as filas de banco que você já viu. Não são tão grandes como a fila que nós vimos quando chegamos à esta praça. Legal era andar calado ao lado da fila e ver muita gente falando Português!!
Desistimos da Estátua da Liberdade e fomos caminhar um pouco mais. Passamos pelo touro de bronze de Wall Street, símbolo da vigorosidade e robustez da economia americana, onde tiramos algumas fotos, mas essa do Rover, ficou ótima. A propósito, o que tinha de garota tirando fotos segurando “as bolas” do bicho, não era brincadeira.
Bem, eu ainda estava com uma listinha de compras da esposa (Victoria’s Secret) e numa rápida discussão, decidimos que seria nossa próxima parada. Achamos uma lanchonete com acesso à Internet e eu localizei as lojas mais próximas. De volta ao metrô!
Bem, mesmo com os diversos mapas que tínhamos, eu guiei o grupo à parada errada do metrô de destino
Depois entendi que o metrô lá não é como o metrô “daqui”. Simplesmente você pode ter mais de uma linha circulando no mesmo trilho. Não é apenas um vai-e-vem como em São Paulo. Você deve observar qual trem está passando no trilho. Aprendemos a lição. Dos males, o menor, saímos bem ao lado de Times Square, terreno conhecido.
Aproveitamos para tirar fotos. Bem, o Álvaro decidiu prestar uma homenagem também
Já que estávamos em Times Square, vamos às lojas. Decisão unânime: Toys R’Us! Um mundo de brinquedos. Pra ter noção do tamanho da loja, você entra e dá de cara com uma roda gigante dentro da loja.
Tudo bem que a seção de videogames seria onde ficaríamos mais tempo, mas vale um destaque para a seção de Lego (na loja você encontrava réplicas da Estátua da Liberdade, Jack Sparrow, King Kong e outros, montados com Lego, com mais de 2 metros de altura cada!) e Hot Wheels.
Saímos de lá para andar pela 5a avenida. Encontramos uma loja World of Disney onde implorei entrar alguns minutos (estávamos disputando o que fazer com tantos lugares para ir e pouco tempo) e comprei chapéis da Minnie para esposa e filha.
Depois achamos a famosa loja subterrânea da Apple, bem em frente ao Central Park. Na calçada você vê apenas um “cubo de vidro” com o símbolo da Apple e uma escada e elevador para ter acesso à loja. A escada de vidro é linda.
De lá fomos cumprir um item da lista de todos: comer hot dog no Central Park. Deu saudade do lanche do grego que tínhamos encontrado mais cedo naquele dia, pois era mais barato e com certeza, mais gostoso.
Anoitecendo, decidimos voltar ao hostel e pegar o carro. Iríamos passear pela cidade e enfim, “parar de andar”. Todos estavam bem cansados.
Andamos um pouco mais pela Times Square, com direito a uma visita no M&M’s World (só existem 3 nos Estados Unidos), para quem é fã, a visita é obrigatória. Existem sabores de M&M que você só encontra nestas lojas
Depois do passeio noturno, eu e o Rover ainda arrumamos espaço pra comer alguma coisa. O resto do pessoal foi dormir e nós fomos a uma pequena “lanchonete” pra comprar frango frito. Bem, não era algo lá muito saudável, mas naquela hora (tipo, início de madrugada) não tínhamos muitas opções. Escolhemos um dos ítens e fomos comer no hostel. Não sabíamos se estávamos comendo frango ou algum “dinossauro” pois acabamos comprando bem mais comida do que tínhamos planejado. Hora de dormir. O domingo seria o último dia e teríamos pouco tempo.
20 de abril, domingo
Manhã de domingo meio fria e acabamos fazendo uma sessão de fotos com o carro que alugamos em frente ao hostel.
Depois de muita discussão sobre o que fazer, decidimos fazer check-out do hostel, deixar as bagagens no maleiro e ir passear. Depois voltaríamos pra pegar as malar e ir ao aeroporto separados. Um grupo iria de metrô e outro no carro. Isso porquê tínhamos muitas malas e alguns elementos ainda conseguiram comprar mais coisas em New York.
Falando em discussão, os maiores desentendimentos geralmente eram causados por fome, mas neste domingo era se iríamos ou não à Estátua da Liberdade. Meu medo era se o passeio de barco até lá fosse demorado e fiquei com medo de perder o vôo. Mas a maioria venceu e fomos ver a bendita estátua, com a opção de não descer nas ilhas do passeio.
A fila que tínhamos visto no sábado não existia no domingo. Isso ajudou. Compramos os ingressos e fomos passear de barco com olho no relógio. Decidimos que o Rover e Álvaro iriam no carro, enquanto que eu, professor André e Adriano iríamos nos aventurar pelo metrô.
Não termos descido na ilha da estátua ou do museu foi acertada, saímos do barco com o tempo um pouco apertado. Corremos ao hostel, pegamos dicas com o pessoal qie estava na recepção (“não saia da linha A”) e nos despedimos. Mesmo que estivéssemos com celulares funcionando, não ia adiantar pois estaríamos no metrô.
No metrô foi tranquilo. Tínhamos acertado de nos encontrar na locadora de carros para poder pagar o aluguel e acertar as contas entre nós. Uma preocupação era que em uma das noites de passeio pela Times Square uma limusine tinha nos batido (ok, foi um arranhão, mas tinha marcado o carro), mas não deu problemas na devolução. Aproveitamos esse momento para nos desfazer das moedas. Eu mesmo deixei muitas moedas de 1 cent neste pagamento
Paramos para comer e eu fui atrás de livros que minha filha tinha me pedido. Quando eu comprei vi que nosso vôo estava com a última chamada sendo anunciada! Corri ao balcão da companhia aérea e disse que eu estava naquele vôo e que meus amigos ainda estavam na praça de alimentação e que eu iria chamá-los. Corri, chamei o pessoal e fomos para o avião.
Não sei eles, mas eu passei a noite toda assistindo filmes (estávamos nesses aviões em que cada cadeira tem seu próprio monitor) e jogando videogames. Eu estava louco pra chegar em casa e como eu ainda teria um “plus” de São Paulo para Fortaleza, assim que aterrissamos, mal me despedi do pessoal e corri pra fazer check-in e dormir um pouco.
Valeu muito a pena a visita a New York. Não sei se voltarei lá um dia, mas se voltar, espero que seja com toda a família
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Categoria(s): MVP Global Summit